Terça-feira, Julho 27, 2010

"500 dias com ela"

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Então eu assisti esse filme. E achei perfeito em tantas partes... Porque seja naquela cena em que a gente vê a expectativa e a realidade do Tom, lado a lado, no take dividido da cena, seja na parte em que a amiguinha adolescente diz a ele pra ele olhar pra toda a sua história com a Summer, e não apenas para aquilo que era bom... eu me vi.
Porque depois que a dor passa, mesmo que de um grande amor só reste uma dança de despedida, muita coisa ainda fica... A história do Tom é a história de qualquer pessoa que já tenha vivido o amor e suas lições dolorosas que cobram sobriedade da gente quando ainda se está tão embriagado dele... O filme mostra (e na nossa vida a gente aprende) que uma situação pode ser, muitas vezes, apenas um meio para outras descobertas, outras vivências, outras experiências... Não aquelas que esperávamos. Não daquele jeito... Mas sempre vale a pena.


*





Ouvindo Regina Spektor,



Ele: Você nunca quis ser a namorada de ninguém e agora é a esposa de alguém...
Ela: Me surpreendeu também.
Ele: Acho que nunca vou entender. Quer dizer, não faz sentido.
Ela: Só aconteceu.
Ele: É, mas é isso que não entendo. O que só aconteceu?
Ela: Só acordei um dia e soube.
Ele: Soube o quê?
Ela: O que eu nunca tive certeza com você.

[Silêncios. Desilusão.]

Ele: Sabe o que é uma droga? Perceber que tudo em que você acredita é mentira, é uma droga.
Ela: O que quer dizer?
Ele: Sabe, destino, almas gêmeas... Amor verdadeiro e todos aqueles contos infantis... Besteira, você estava certa, eu deveria ter escutado.
Ela: Não.
Ele: Sim, por que está sorrindo?
Ela: Tom... [...] Eu estava sentada numa doceria lendo Dorian Gray, um cara chega pra mim e me pergunta sobre o livro e agora ele é meu marido.
Ele: É, e daí?
Ela: E daí que... E se eu... tivesse ido ao cinema? Ou tivesse ido almoçar em outro lugar? E se tivesse chegado 10 minutos mais tarde? Era... era pra ser. E eu só ficava pensando... “Tom estava certo.”
Ele: Não...

[Sorrisos.]

Ela: Sim, eu pensei...

[Cumplicidade.]

Ela: Só não era sobre mim que você estava certo.




*

E no final, claro, ele encontra a sua mocinha tb... risos... Num acaso, afortunadamente.
Hollywood... Ah, Hollywood! E a gente sonha, deseja, suspira igualzinho... pede ao universo igualzinho... deseja como no poema do Neruda um moço que queira "fazer com você o que a primavera fez com as cerejeiras"... and its contagious... and its contagious...


30 comentários:

macrislla disse...

Ele: Sabe o que é uma droga? Perceber que tudo em que você acredita é mentira, é uma droga.


Isso é o que doi. É o que me doe.

Fabiana disse...

"Era...era pra ser."

A gente sabe que o que é pra ser, uma hora acontece. O problema é aceitar isso na hora da dor e conseguir esperar o tempo necessário, a hora certa...

Adoro filmes por isso, de um jeito ou de outro nos colocam de frente com algum detalhe da vida e nos fazem pensar nele! :)

lalis disse...

Já vi esse filme a algum tempo, mas não havia parado pra pensar nele dessa forma. Mas, é tudo, como diz um amigo meu "emotional fat". Ele diz que não devemos assistir a filmes assim (digo assim essas comédiazinhas românticas) e que as mulheres sempre sofrem mais porque querem viver igual nos filmes. Mas, se não tivermos isso, vamos ter o quê ? Vamos viver em um mundo fingindo que não sonhamos, que não acreditamos, que não caímos nessas balelas emocionais? Talvez os filmes sejam um pouco culpados sim, mas eu prefiro viver sofrendo por amor do que viver uma vida vazia, ou pior, viver a vida que nem um homem.. rss

:)

Joesay disse...

ESSA DOENÇA SO DÁ EM ROMANTICOS.
mas voce pode ser feliz e ser amoroso sem ser excessivamente romantico. Aliás esse tema, de pessoas tentando se desviar do romantismo ja foi tambem explorado. No meu ver amores apaixonados só terminam como Romeu e Julieta, com um desastre. Amor apaixonado é só hormonal, creiam. Amor verdadeiro senta e espera......

Franciane Trois disse...

perfeito!!!

Aline Ferreira disse...

eu também gostei muito, a trilha sonora é fantástica, um dos primeiros filmes com o meu bb^...




aaaaaaaaaaaaaaaah, summer!

Nana Piacente disse...

Ela: Só acordei um dia e soube.
Ele: Soube o quê?
Ela: O que eu nunca tive certeza com você

Essa parte dói... a gente vê o sofrimento dele e sabemos que isso acontece o tempo todo. A gente acha que pode escolher nossa alma gêmea, mas não pode... ela tem que aparecer sozinha. Precisamos deixar que o destino cumpra a parte dele ;)

Jeh Bitencourt disse...

Eu também vi o filme recentemente, estava louca para assistir porque li críticas ótimas a respeito. E acho que ele cumpre o que promete.

Ainda não consigo entender porque, quando um relacionamento acaba, só conseguimos lembrar das coisas boas que vivemos com a outra pessoa. Quando ele quis assistir ao jogo de futebol, sair com os amigos, ou fazer qualquer outra coisa e esqueceu do aniversário de namoro que era tão importante para nós... Choramos muito! E quando ele te xingou em um momento de raiva, e você perdoou depois, mesmo tendo sido realmente ofendida? Onde ficam essas lembranças? Simples: a gente apaga. Sobra só o pôr-do-sol na praia, o passeio no parque, as fotos, os sorrisos. Só fica o que foi bom, quando a pessoa te fez tanto mal.

É algo a se pensar, e eu só consegui depois de ver o filme :)

Beijos, Lena!

Petite Fleur disse...

Esse filme foi muito marcante na minha vida. Eu vivia uma relação de quase quatro anos que já estava meio apática, mas eu sempre tive medo de terminar e me arrpender, de perder o homem da minah vida... e quando eu ouvi a Summer falar que 'nunca teve certeza com ele' eu realmente me vi ali, porque eu nunca tive certeza também. Eu chorei tanto... percebi que eu tinha que dar um jeito na minha vida, ter coragem de seguir em frente e depois de um tempo acabei terminando meu namoro. Foi triste, ainda é, mas eu acabei tendo a certeza que era pra ser assim. E desde então eu sigo a minha busca pelo cara que 'era pra ser...'

O Chandriano disse...

Eu quero assistir a esse filme, ja me falaram muito dele, e agora teu post só aumentou a lista de desejo...rs


Beij

Micaelli disse...

e como você mesma diz, Hollywood estraga a gente neh ..

Lualinda disse...

Também já assisti o filme. Acho que vou assitir de novo...

Fernando disse...

Adoro esse filme. Me vi em várias cenas.

E esse diálogo entre eles que você postou é o que eu mais gostei. E o que mais doeu também... :(

mas tem várias outras cenas ótimas

beijos

Noemi Brito disse...

Ah, que lindo! Vou assistir... Foge ao clichê, apesar dele acabar com uma mocinha..
Pelo menos é feliz.. =)

Gabriel disse...

Esse filme é maravilhoso, é meu filme predileto!

Thiago_Fiago disse...

"(...) história de qualquer pessoa que já tenha vivido o amor e suas lições dolorosas que cobram sobriedade da gente quando ainda se está tão embriagado dele... uma situação pode ser, muitas vezes, apenas um meio para outras descobertas, outras vivências, outras experiências... Não aquelas que esperávamos. Não daquele jeito... Mas sempre vale a pena."

Pronto, ancorei o barco da minha esperança nesse trecho.

**betinha** disse...

Assisti esse filme e fiquei assim, exatamente como vc! Como sempre digo no meu twitter, adoro filmes realistas como esse. Não gosto de histórias tipo "o principe e a princesa se encontram e são felizes para sempre" pq não tem nd a ver com o que a gente vive todo santo dia... Gosto desse tipo de filme pq mostra que a gente sofre SIM por amor, mas se pararmos pra olhar o todo, sempre achamos uma saída!
Adoro a maneira como vc escreve Lena!
Bjos

Paula Juliana disse...

Quero mto assistir esse filme.Me encontrei em alguns comentários aki.
Bom saber que tem pessoas que sofrem como eu sofro, me sinto menos sozinha.NO momento to precisando mto mto de alguem pra conversar sobre minha vida...
Se tiver alguém aí que possa me socorrer...

Ivana Cassiano disse...

Lena querida, seus textos são maravilhosos!
Parabéns!
Beijos.

Mário Burity disse...

Elenita, uma droga é não ter a imensidão de tua alma.
Prestarei vestibular esse ano, (infelizmente não moro em Brasilia), e quero ser você quando estiver formado.

jefhcardoso disse...

Não assisti esse filme, mas penso que o problemas de relacionametos são as expectativas que idealizamos no outro.
Jefhcardoso do
http://jefhcardoso.blogspot.com

GrAu disse...

E o amor é assim, contagioso! Toma conta de nossa vida toda, penetra nas nossas entranhas; é estranho, assim mesmo. Amar não termina, nunca. Porquê mesmo quando acaba, vivemos ele, às vezes mais intensamente ainda; recordar é viver, e viver é a mais pura manifestação que o amor pode nos dar. Vivo, logo amo!

Renato Mateus disse...

Assisti esse filme.não tinha gostado,mas depois do seu texto mudei a minha ótica em relação a ele.Gosto de como você escreve.

http//rascunhosdeamador.blogspot.com

Também escrevo.

Leonardo disse...

E perceber que um dos filmes que eu mais gostava foi ser retrato do que aconteceu em minha vida agora pouco... Algumas coisas tem que acontecer, são parte de um processo maior...

E o jogo de nomes no final que é demais! =)

VanessaB disse...

eu assisti esse filme pq nunca mais tinha visto o Cameron de 10 coisas que eu odeio em você em outro filme... mas gostei bastante tb. Mas o legal de Hollywood é q nos cria a ilusao q depois de um verão, vem o outono, rsrs...

Rafaela disse...

Ela: Só acordei um dia e soube.
Ele: Soube o quê?
Ela: O que eu nunca tive certeza com você.

Adoro essa parte!!
Amiga, sonhei com vc esta noite....saudades demais!!

Antonio de Castro disse...

p Hollywood, a coisa foi até bem sensata.

e esse diálogo q vc colocou... me dá uma dor no coração. dura umas duas horas.

esse filme é especial.

Carol disse...

Essa frase "era, era pra ser" é incrivelmente realista, mas porque demoramos tanto para entender o que era e o que não era para ser?? porque simplesmente não aceitamos o fato e seguimos com a vida, porque dói tanto dizer a temido adeus aquela pessoa que vc ama?? é complicado... maravilhoso esse filme elenita!!

Edu&Cibercultura disse...

“Não me esqueça, não me apague da memória, pois o que houve de ruim não deve servir de motivo para apagar também o que houve de bom”.

Nana disse...

Esse filme é mesmo muito bom, porque mostra que não adianta a gente ficar querendo um final feliz se a outra pessoa também não quiser isso. Quando tem que acontecer, acontece.
O filme expressa muito bem isso.