Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

Lar...











"Preocupe-se com as coisas sobre as quais você tem controle. O resto deixe na mão de Deus." (W. Douglas)


Tentei escrever um texto bonito que pudesse falar sobre a beleza da vida da minha prima, da sua força, da sua garra, da sua alegria, da sua bondade, do seu altruísmo, cuidando dos outros, cuidando das tias, abrindo mão tantas vezes de si mesma, porque colocava os outros na frente de si... Não consegui.

Não consegui.

Não sei se o que me atrapalhou foi a minha inabilidade com as palavras ou o quanto eu sentia que tudo parecia incrivelmente injusto... Lembrei daquela história sobre o fazendeiro e o anjo (que outro dia contei para o Allen, mas que aqui eu conto outro dia) e... e...
Minha prima sempre teve fé. Minha prima sempre foi do bem e sempre ajudou as pessoas. A Elaine -- ah a Elaine, linda, alegre e dos cabelos negros -- sempre nos abençoou com a sua presença, a sua energia...


Viveu uma vida abençoada, foi -- e fez muita gente -- feliz.


[ Elaine Maria Castro - 08/10/1940 - 24/02/2012 ]


Quero pedir a Deus para não fazer com que a dor da perda, que tantas vezes nos abala, nos roube a vontade de continuar acreditando. Em Seus caminhos, Seus desígnios. Quero pedir para que acalme o coração de quem ama e de quem, possuindo o coração ainda embebido de dor, esquece que o que dá sentido à vida é o amor. É ele que torna tudo tão intenso e tudo tão significativo. É ele que fica depois que a gente parte, e é ele que deixa amolecido de lágrimas o peito e os olhos da gente.

Foi o amor que deu sentido à vida de Elaine, que sempre se doou, tanto e tão completamente, às duas tias-mães, que sempre tão profundamente amou.

E que a gente (pros)siga com fé, fazendo o melhor que pudermos do intervalo que nos resta nesta Terra, amando, sempre e profundamente, vivendo em paz e com Deus.



*

Na foto com minha prima está Elenice Rodrigues, minha rocha, meu refúgio, minha inspiração e minha mãe.

Ouvindo Completly, em oração... ali.

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

(Im)possíveis



Eu tenho vários textos favoritos, alguns ainda parecem tão meus. Outros parecem alheios, tanto tempo depois de escrevê-los... "Escrivaninha" é um dos meus preferidos. 
Ando sem tempo pra tudo. Na verdade... isso é mentira. É que eu decidi gastar o meu tempo com o que me parece realmente importante. 
Quando a gente se dedica com todo o corpo e toda a alma pouco importa se o resultado vai vir, sabe? Se vai dar certo ou não vai, se vai ganhar, ou perder... Sei que isso parece defesa, e vai ver até é, mas... Quando o seu time joga com toda a raça, com toda a paixão, você não sente orgulho mesmo que depois ele perca? Se eu der o meu melhor, eu vou sentir orgulho, mesmo que eu não consiga o que batalho tanto para conseguir... mesmo que eu perca.

É que eu também tenho aprendido que nem sempre quando as coisas não acontecem exatamente da forma que a gente deseja nem sempre isso é uma coisa ruim. Às vezes é uma bênção que a gente nem percebia porque não tinha condições pra entender...

Dê o seu melhor. Faça a sua parte. Confie.
Se for pra ser seu, o universo traz numa bandeja pra você.



Como trilha, hoje sugiro a letra e a música da belíssima Nadedja Leal, que conheci em um acaso afortunado. Indico e... enterneço.


*


Escrivaninha


Entre "Construindo o estado republicano", "Organização e métodos" e "Estado, democracia e administração pública", estão minhas indefinições, meus titubeios. Olho pro mural em busca de você e não encontro... olho pra taça, pra garrafa e não encontro. Olho pra cama e não encontro. Eu não sei se eu te mereço, ou se é estratégia, ou defesa, mas eu te desejo com cada pedaço da minha alma... e eu sei que eu deveria permanecer imóvel, em silêncio. Eu sei que não deveria escrever pra inventar... mas você continua comigo ainda que eu ignore. Eu sinto fome.
E enxergo você em cada cena, em cada fala, em cada linha. Enxergo você no sabonete que ficou no banheiro, na louça suja, na música estranha, na música boa e ruim. E eu me esforço pra voltar pra rotina e pra fingir, mais uma vez, que não é comigo e nunca foi... mas eu não consigo, sabe? E escrever é meio jeito de "fazer terapia". E eu falo pelos cotovelos e...

Eu te amo... amo... amo. Aí eu me lembro que fiquei com medo e falei que, quando algumas coisas não têm que ser, não adianta muito a gente pensar que podia ter agido diferente. Mas eu acho isso bobagem... Algumas coisas simplemente não são porque a gente não quer que elas sejam. E isso é covarde. Isso é covarde?

Queria encontrar uma citação que traduzisse isso que eu sinto... mas ela não foi escrita ainda. Já falaram de amor mil novecentas e setenta e nove vezes, mas nada que sinta foi escrito ainda... A nossa história não foi escrita ainda. Em poema, romance, canção.

Hoje à noite enquanto o piano toca flutuando em uma alguma outra metáfora inútil e estranha, sinto vontade de que as notas levem pra longe o meu desejo porque ele me paralisaria... se eu mais uma vez imaginasse (se eu outra vez imaginasse) que nunca, nunca, nunca mais te teria aqui...

Porque eu te amo... amo... amo. E eu que nunca soube dizer sem palavras, me perfumei de vermelho e de receios, mas só consegui escrever "nem responde...", quando tudo que eu mais quis foi gritar... "volta aqui".


[Escrito há algum tempo, em algum mês de julho, por aí.]


Sábado, Fevereiro 18, 2012

Chuva... (d)e bênçãos








Quantas e quantas vezes os ganhos não vêm disfarçados de perdas? =) ... A gente acha que deu tudo errado de repente e... [Deus é o cara. Amém.]




Nossas ações sempre seguem as NOSSAS CRENÇAS e, se você desistir de lutar, aceitar a derrota, a tristeza, a maldade alheia, então é exatamente isso que você vai conseguir. Levante, reaja, ore, peça ajuda, sabedoria e iluminação. Deus não desiste da gente, mesmo quando a gente desiste Dele. E sempre encontra uma forma de dizer... talvez seja por isso que você tenha vindo até aqui.

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Porque era verdade ontem e continua sendo hoje. Minha vida é melhor porque o Senhor está comigo. Porque o Senhor acredita em mim, mesmo quando eu não consigo. E me mostra, de tantas e tantas formas diferentes, que não são os resultados, mas a fé e os princípios... Na Sua mão eu entrego a minha vida, Senhor. (Obrigada por nunca desistir de mim.)


Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Entre (...) abertas

Ouvindo Macy Gray, I Try.



E aí eu ia escrever um texto sobre energia positiva, fé e motivação, essas coisas nas quais a gente precisa acreditar pra viver e viver bem, mas... estou desanimada desde cedo. E eu pedi sinais do universo, e acho que ele até me deu, mas é difícil desafiar nossos "destinos"...
 ou nossas crenças, nossos pensamentos, ou o que a gente acredita que eles sejam...

E eu acredito nessa coisa cósmica toda de que algumas coisas tem que ser como são, já estavam traçadas desde a maternidade e etc, mas no fundo eu acho isso tudo bobagem, porque existe o livre-arbítrio e sempre a possibilidade de fazer diferente EXATAMENTE AGORA. O que transformaria tudo. E às vezes é só isso que é preciso pra fazer o planeta girar, alterar um caminho, ou a narrativa de alguma pessoa.
Eu queria que você me surpreendesse de algum jeito maluco, sabe? Mas você não vai, porque enxerga em mim alguma espécie de deusa-alien-mega-encantada-e-ultra-poderosa-que-só-é-possível-contemplar. E eu nunca sei se te acho lindo ou idiota.

Eu não sei sobre o que é este texto. Se é sobre a fé, ou minha vontade de (não) estudar, ou de ir embora pra um país bem distante e esquisito. Ou nada.

Mas eu tento. Aceitar, consertar, mudar de rumo, fazer certo. Resoluta, altiva e decidida. Mesmo sem saber exatamente o quê, ou o porquê, ou o como... ah, eu tento. Porque outro dia ouvi que nossas ações sempre seguem as NOSSAS CRENÇAS e, se você aceitar sua derrota, então é exatamente isso que o universo entrega pra você.


[Decidi entregar pra Deus o melhor que eu tiver, o melhor... Pode ser muito pouco, mas de mim é a essência do que há de mais verdadeiro e cristalino. E os resultados? Esses eu vou deixar por conta Dele.]

[Vou aceitar e prosseguir. Como já venho fazendo há tanto tempo.]



*


Ps1. Às vezes bem lá no fundo, eu sinto é vontade de gritar: "Azar do destino, seu lugar é aqui".
Ps2. Só que não.